dra. Kênia Chaves

Atendimento médico específico para pessoas com zumbido e tontura, focado em investigação da causa dos sintomas e montagem de um plano de tratamento e acompanhamento personalizados, a fim de devolver a qualidade de vida dessas pessoas.

O que faz um otorrinolaringologista? 

Otorrinolaringologista é o médico especialista em orelha, nariz e garganta. 

Nas Doenças da orelha incluem-se, além das infecções, as perdas auditivas, zumbido no ouvido e tontura (popularmente chamado de labirintite).

Já nas Doenças do Nariz, temos além do desvio de septo, rinite alérgica, sinusites e pólipos nasais, os roncos e apneia do sono.

Garganta, na verdade, tem como significados dois órgãos: Faringe (a parte que vemos quando abrimos a boca) e Laringe (são as cordas vocais, o que inclui todas as causas de rouquidão como nódulos vocais, calos, cistos, pólipos,etc).

Como Otorrinolaringologista é um nome bem grande, normalmente usa-se a forma abreviada para designar o profissional dessa especialidade: Otorrino.

"Tenho compromisso de oferecer os tratamentos mais bem estudados e mais eficazes, além de um atendimento personalizado e humanizado para garantir qualidade de vida para meus pacientes.

Faço questão de me atualizar sempre, por isso estou sempre frequentando congressos e cursos.

Atendo tanto a parte clínica (consultório), quanto cirurgias, além de exames endoscópicos nasais e laríngeos. Gosto de todas as áreas da otorrino, mas a otoneurologia (tontura e zumbido) é um desafio a parte para mim!"

- dra. Kênia Chaves

Atendimentos especializados para zumbido e tontura.

Perguntas frequentes

Principais questionamentos de novos pacientes

Esses termos são usados pelos leigos como sinônimos, mas vou explicar aqui que são doenças bem diferentes.

Para facilitar, vamos falar da rinite alérgica e da sinusite bacteriana aguda, que são as mais comuns.

Rinite tem fundo alérgico, portanto os principais sintomas são espirros e coceira nasal, normalmente em crises,além de coriza, tosse seca leve, coceira nos olhos e nariz entupido. O tratamento é com antialérgicos e diminuir a exposição a causa da alergia (principalmente ácaro -poeira domestica-, fungos, epitélio de animais).

Já a sinusite é uma infecção, então tem sintomas de catarro grosso, febre, indisposição, tosse com secreção, e em geral dor de cabeça mais acentuada. O tratamento normalmente envolve antibiótico.

Todo zumbido tem tratamento. Para isso, precisamos investigar bem as causas e montar um plano de tratamento, que varia muito de paciente para paciente. Além disso, precisamos de um acompanhamento, ou seja, precisamos monitorar o tratamento é fazer ajustes, se for o caso.


Na medicina, nunca podemos prometer a cura, porque cada pessoa responde de um jeito ao tratamento, mas sempre há como tratar e hoje temos muitos casos de diminuição do zumbido e do incômodo que ele provoca.

Spoiler: Não existe.

E agora? Calma, vou explicar….

Primeiro ponto: a causa do zumbido

Como vocês que me acompanham já sabem, existem muitas e muitas causas de zumbido. Portanto, como um medicamento só  resolveria todos os tipos de zumbido?

Então o primeiro passo para o tratamento do zumbido é definir sua causa.

Segundo ponto: o tratamento é mesmo com remédio?

Vocês também já viram que muitas vezes o tratamento não é com remédio, e sim com mudança de hábitos (ex: aumento leve de glicose) , fisioterapia (ex: zumbido somotossensorial), aparelho auditivo e terapia sonora (ex perda auditiva), tratamento dentário (disfunção de ATM), cirurgia (ex tumores), psicoterpia (ex ansiedade) ….

Terceiro ponto: dificuldade de avaliação

Vocês já pensaram como é difícil avaliar a eficácia de um medicamento para zumbido? É um sintoma que só o paciente sente e as outras pessoas não conseguem medir (mesmo que a acufenometria nos ajude nisso, ela pode não ser confiável, o método tem suas limitações,  o paciente pode não responder bem, pode simular, pode subestimar ou superestimar o sintoma).  E a intensidade (volume) do zumbido normalmente não é o mais importante, e sim o grau de incômodo que ele provoca no paciente, que é influenciado por muitos fatores, como ansiedade do paciente, grau de ruído no ambiente, atenção do paciente, cansaço, estresse, ganhos secundários com a doença… Normalmente, avaliamos esse incômodo através de questionários específicos, que mais uma vez pode não ser confiável, pelos menos fatores que citei para a acufenometria. Por isso, é muito comum que um único medicamento seja testado em várias pesquisas e cada uma delas chegue a uma conclusão diferente:  em umas pesquisa, o remédio faz o mesmo efeito que o placebo, na segunda pesquisa, ele é muito eficiente, e na terceira pesquisa, ele faz menos efeito que o placebo!Emoji

Quarto ponto: mesma doença, pacientes diferentes, remédios diferentes

Além disso, mesmo que vários pacientes tenham a mesma doença, não significa que vão usar a mesma medicação. Isso porque todo medicamento tem efeitos colaterais e contra-indicações específicas e cada paciente é único, com outras doenças e condições associadas e tolerância diferente às drogas e seus efeitos. Portanto, a medicação tem que ser escolhida especificamente para cada paciente, após avaliação médica do quadro completo de saúde do paciente.

Muitos fatores a serem considerados para responder uma pergunta que parece tão simples, mas que é tão difícil de responder! Emoji🧐

O que eu costumo responder é que não existe segredo nem fórmula mágica para tratar o zumbido. EmojiComo já disse antes, o primeiro passo é descobrir a causa (ou as causas) do zumbido. Se possível, fazemos o tratamento dessa causa, que pode ser remédio ou outras medidas (fisioterapia, psicoterapia, dieta, atividade física, tratamento odontológico etc). Se for o caso de medicação, ela será escolhida especialmente para cada paciente. Não adianta prescrever a mesma medicação para pacientes diferentes e esperar exatamente o mesmo efeito, tanto terapêutico quando colateral, porque isso não é verdade. Menos ainda esperar que o remédio do vizinho vai fazer bem pra você!

Resposta simples e direta: NÃO!

É da cultura popular que a pessoa que tem tontura vai continuar tendo tontura a vida toda,mas isso não é verdade.

Como já falei em outros posts, as doenças do labirinto mais comuns são neuronite vestibular e vertigem paroxística posicional benigna e essas duas doenças têm tratamento rápido e eficiente, sendo muito raras as sequelas ou sintomas residuais.

Temos sim outras doenças que são crônicas e que precisam de acompanhamento contínuo, como a doença de meniere e a hipofunção vestibular bilateral, mas essas podem ser controladas e permitir uma vida normal para o paciente.

Não acredite na crença popular e fique acomodado e sofrendo em casa. Procure seu otorrino e otoneurologista de confiança para mudar essa crença!

A queixa de nariz entupido é uma das mais frequentes do consultório e impacta muito na qualidade de vida porque provoca dificuldade para respirar, dificuldade para fazer exercícios físicos, roncos, dor de garganta frequente e, em crianças, até alterações faciais e dentárias pelo hábito de respirar pela boca.
A causa da obstrução nasal é avaliada primeiro na consulta médica, durante o exame físico e das queixas do paciente, mas deve ser complementada com exame de imagem, que pode ser videoendoscopia nasal ou tomografia da face. O primeiro exame é feito no consultório médico, e filma o nariz por dentro, vendo melhor as alterações dentro das narinas, como as secreções,  os pólipos, os tumores, a adenoide e o impacto do desvio de septo. Já a tomografia é feita em clínica própria, usa radiação, mas vê melhor os ossos da face e as sinusites crônicas. Portanto, são exames que se complementam.

Nos adultos,as causas mais comuns são:  -desvio de septo (estrutura no meio do nariz, que o divide em 2 narinas). 
-Rinite alérgica (que provoca aumento dos cornetos nasais, além de secreção nasal)
– rinite medicamentosa, causada por uso crônico de descongestionante nasal, como já explicado em outro post.
-pólipos nasais, sejam por sinusite crônica ou de causa tumoral.

Já nas crianças as causas são:
-aumento de adenóide (explicar)
-aumento das amígdalas
– rinite alérgica

É importante dizer que todas essas causas têm tratamento eficaz. Portanto, não há motivo pra ficar sofrendo! Procure seu médico otorrinolaringologista e comece seu tratamento! 

A septoplastia, ou cirurgia de correção do desvio de septo, é feita em bloco cirúrgico, com anestesia geral, e dura em torno de 1h.

Como preparo pré-operatório, o paciente faz exames de sangue, rx de tórax, além de avaliação do anestesista e cardiologista, para avaliar se tem alguma doença ou se precisa de algum cuidado especial. O cirurgião também avalia se precisa de alguma medicação antes da cirurgia.

Depois da cirurgia, o paciente fica com splint nas narinas, que é um material de silicone que guia o septo a cicatrizar no local certo, além de possuir um orifício pelo qual o paciente respira.
Dor não é uma queixa frequente após a cirurgia, sendo muito leve. Também não é comum inchaço importante no rosto (roxos, dor e inchaços grandes ocorrem na cirurgia plástica-rinoplastia- e não na septoplastia).
A alimentação é mais leve no dia da cirurgia, mas no dia seguinte já volta ao normal.

A maior queixa realmente é de nariz entupido na primeira semana, que melhora logo após a retirada no splint no sétimo dia. Depois disso, começamos com lavagens nasais muitas vezes ao dia, para tirar as secreções que vão se formando (lembre-se que é uma ferida, como um machucado, que fica sempre úmido e com “casquinha”).

Em geral, a pessoa fica afastada do trabalho por cerca de 14 dias após a cirurgia.
Paciente não fica em repouso absoluto em nenhum momento, sendo estimulado a andar e manter suas atividades normais dentro de casa (não fica dependente de outra pessoa). Só as atividades físicas, como pegar peso, subir muitos lances de escada, caminhar longos trajetos, que devem ser evitadas nos primeiros 14 dias. Depois de 15 dias, atividades físicas leves são liberadas, como caminhadas. Depois de 30 dias, as atividades físicas intensas são liberadas, como musculação e esportes em grupo.

Normalmente o paciente retorna ao consultório 1 vez por semana no primeiro mês, e depois os retornos vão diminuindo até a alta, que ocorre em até 3 meses.

Em relação a cirurgia de retirada de amígdalas e adenoide, o preparo é os mesmo, assim como o período para voltar ao trabalho e às atividades físicas. Porém o paciente só pode comer alimentos líquidos e pastosos por uma semana, sendo gelados ou frios nos primeiros dias.
Está cirurgia tem mais dor e precisa de analgésicos mais potentes nos primeiros dias.
Muitas vezes tem pontos a garganta, mas que caem sozinhos.

O paciente normalmente retorna a consulta em 1 semana e 3 semanas da cirurgia, que costuma ser a alta da cirurgia.

Como funciona? 

Você marca a consulta em um dos locais selecionados ou de forma online, diretamente do website!