Na maioria das vezes o zumbido é multifatorial, ou seja, com várias causas associadas. Portanto, após a investigação do zumbido, descobrimos as causas do zumbido do paciente, e classificamos como causas mais urgentes e importantes e causas menos urgentes e imporatntes. Vamos tratar todas esses causas, começando pelas mais urgentes e importantes e depois passamos para as menos urgentes. Ou seja, é um tratamento com várias etapas.
De forma geral, começo ajustando os exames de sangue e função auditiva. Sempre explico para meus pacientes que isso é como construir uma casa: primeiro precisamos garantir matéria-prima de qualidade (um tijolo, cimento bons)— que no corpo significa vitaminas, minerais, hormônios.
Faço isso com suplementos e medicamentos, orais ou injetáveis. Prefiro começar pelos injetáveis, porque eles têm efeito mais rápido, e assim seguimos para as próximas etapas:
Quando há perda auditiva, corrigir isso no início é essencial, porque o cérebro hiperativo tenta compensar e gera o zumbido.
Depois, tratamos outras alterações, como distúrbios da ATM, causas musculares, questões de humor e psiquiátricas, como ansiedade e depressão, distúrbios do sono, como insônia e apnéia do sono,
questoes digestivas, dores crônicas, etc.Para isso, muitas vezes trabalhamos em equipe, com outros especialistas, e com medicações e suplementos personalizados.
E se, mesmo depois de corrigir tudo isso, o cérebro não se adapta? É a segunda fase de construir a casa: ensinar o pedreiro a trabalhar. No caso do nosso corpo, é ensinar o cerebro a se reogranizar e trabalhar de uma maneira mais efeitva.
É aí que entra a neuromodulação, que usa a plasticidade cerebral — a capacidade do cérebro de se reorganizar — para ensinar os neurônios a funcionar no ritmo certo. O objetivo é reduzir a hiperatividade cerebral típica de quem tem zumbido.
Existem alguns pontos fundamentais que todo paciente precisa entender para ter resultado real.
Primeiro: a melhora é gradual. Muitas vezes, o paciente nem percebe a evolução no dia a dia.
Por isso, usamos questionários validados, como o THI, e a acufenometria, para medir o progresso e mostrar os resultados de forma clara.
Segundo: o tratamento é feito em etapas, e o tempo de acompanhamento varia muito.
Não dá para resolver tudo em uma consulta — é um processo.
Terceiro: as etapas precisam ser seguidas na ordem certa.
Pular direto para técnicas como a neuromodulação, sem antes corrigir exames, deficiências ou perda auditiva, raramente traz resultados duradouros.
E, por fim, é importante saber que existe resultado parcial e resultado total.
Nem sempre o objetivo é fazer o zumbido sumir completamente. Às vezes, o que muda é o volume, a frequência ou o incômodo — e isso já pode transformar totalmente a qualidade de vida: dormir melhor, ficar menos irritado e até não perceber o zumbido na maior parte do tempo.
Portanto, existe ciência e método no tratamento do zumbido. Se ele está atrapalhando sua vida — seu sono, trabalho ou convivência — agende sua consulta e vamos começar um tratamento sério e confiável para o zumbido.
Dra Kênia Assis Chaves
Médica Otorrinolaringologista
CRMMG 52018
RQE 33072
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